domingo, 9 de outubro de 2011

A lingerie da Gisele

Eu sempre digo que está cada vez mais chato viver neste mundo, principalmente neste cantinho de mundo chamado BRASIL.

Imagine que você, homem, está em casa e surge na sua televisão a Gisele Bündchen só de calcinha e sutiã fazendo um anúncio de roupa íntima. Se você for hétero, vai salivar de contentamento, e quem sabe até procurar um local reservado para povoar sua mente libidinosa com aquela imagem; se for homo, vai achar liiiiiiiiiiiinda aquela lingerie, e de qualquer modo também vai salivar. Não há opções. A imagem, por esteticamente favorável, será do seu agrado. Portanto, nenhum problema aqui.


Caso você seja mulher, assistir o anúncio poderá despertar neutralidade ou disposições elogiosas, pois me parece que as mulheres, diferente dos homens com seus semelhantes, não vêem problemas em dizer “esta mulher é linda!”, da mesma forma que não poupam veneno para dizer “que mulher HOR-RO-RO-SA!”. Sempre foi assim.

Porém, uma pequena minoria de mulheres – a redundância é proposital para enfatizar que são pouquíssimas mesmo – ficará ofendida com a imagem e o conteúdo publicitário, atribuindo um horrendo teor machista e degradante da mulher como ser humano.

Sim, é uma minoria, como disse. Ocorre que para nosso azar, uma representante dessa minoria está sentada em cima de um cargo estatal cuja função precípua é proteger os direitos das mulheres e procurar sinais de machismo em qualquer coisa.

Pois bem. Essa cidadã, de nome Iriny Lopes, Ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, criou imensa polêmica há poucos dias com a citada propaganda, alegando exatamente isto: a imagem da mulher-objeto, dotada de atributos físicos para agradar os homens, fere os direitos humanos de um universal denominado “MULHERES”, e, por isso, solicitou nada mais do que a retirada do anúncio do ar.


 A primeira coisa que me veio à cabeça foi: esta diligente ministra deve ter recebido MILHÕES de reclamações iradas de mulheres espalhadas pelo Brasil, ofendidíssimas, chorosas e depressivas com o teor machista da peça publicitária. Será? Vejamos o que noticiou a Agência Brasil, órgão oficial de imprensa.

“Desde que foi ao ar pela primeira vez, no dia 20 de setembro, uma propaganda de lingerie estrelada pela modelo brasileira Gisele Bündchen está provocando polêmica. A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) já recebeu seis reclamações contra a peça publicitária da empresa Hope.” (grifei)

Viram? Seis reclamações em um universo de 97.342.162 de mulheres, segundo dados do Censo/IBGE 2010. Serei benevolente e ficarei a imaginar que o redator esqueceu de apor depois do numeral a cifra MILHÕES.

Já que o número é impreciso, vamos para a prática então.

As mulheres, pelo menos as que conheço, se colocaram contra a ministra por um motivo muito simples: gastam rios de dinheiro com cosméticos, cabeleireiro, roupas, sapatos e perfumes, além de horas na academia malhando para tentar ficar parecidas com aquela deusa. Assim, seria muita hipocrisia se ofender com uma imagem que elas próprias ambicionam para elas mesmas. Além do mais, constatei que as regras elencadas no terceiro parágrafo são verdadeiras.

Aí você pergunta: ah, mas deve ter alguma mulher que não tenha gostado. Não é possível!

Concordo. Mas acho que estas estão mais interessadas em arranjar um empreguinho de ministra no governo do que vestir uma lingerie sexy ou admirar a beleza HUMANA. Que fiquem por lá com sua sinecura, mas sem encher o nosso saco, ok?!

2 comentários:

  1. Queridissimo colega, devo discordar de você quando se trata da modelo em questão, sua magreza deprimente, e feições nem um pouco curvadas não me fazem remeter a nem um de meus sentidos libidinosos nem uma atenção! Mas claro, esta é a minha opnião sobre a moça enquanto manequin.
    Devo acrescentar que de forma nem uma o fato de fazer sua aparição na TV vestida somente de roupas de baixo seja uma novidade, e logicamente não desperta revolta nem uma em nem uma mulher que eu conheça.
    Esta errado, por sua vez, a forma como é passada a ideia foco desta propaganda. Onde uma mulher vestida com um pedido comum não consegue o que quer, mas deve estar vestida de igual forma a manequin para conseguir alguma coisa ou se quer facilitar... já mais concordarei com um veiculo que queria me passar a necessidade de artimanhas femininas para conseguir conquistar seus objetivos. Para mim esta errado, e torna a propaganda má inlfuência!

    Porem diante de uma maioria, minha opnião não passa de opnião.

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  2. Muito bem, meu caro Geraldinho. Você pode até não ter muita simpatia pelo corpo esguio da Gisele, mas não pode negar que não é uma mulher de se jogar fora rsrs.

    Também é verdade que a presença de mulheres com pouca roupa na TV é coisa antiga. O que acontece nos dias de hoje é que cada vez mais os movimentos ditos sociais de defesa de minorias estão cada vez mais intrometidos em tudo o que se faz na sociedade.

    A intenção do artigo é mostrar que essas pessoas, sob o pretexto casuístico de uma bandeira feminista, querem impor limitações a própria liberdade de expressão e, mais ainda, com o senso estético das pessoas, ao rotular uma mulher que quer seduzir o MARIDO como se fosse uma conduta atentatória à dignidade das mulheres de forma geral. Isto, além de uma falta do que fazer, é nada mais do que CENSURA, odiosa em todos os aspectos, e pretende operar uma revolução na cabeça das pessoas.

    Assim, entenda que a discussão, apesar de ter sido levada para o terreno na chacota, é por demais séria, levando-me a advertir que esse tipo de movimento começa assim, sorrateiro e pouco influente, mas logo teremos a execução do que pretende essa IDIOTA dessa ministra, ou seja: a censura deste tipo de propaganda.

    Veja que logo depois disso ela criou asas e quis censurar um quadro do Zorra Total, e até mesmo interferir na novela Fina Estampa, sob os mesmos pretextos lançados no caso Gisele.

    Aguardemos as cenas dos próximos capítulos e vejamos se não tenho razão.

    Abração

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